Feijão de Corda

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Aprendendo sem a escola

Outro dia, na entrega dos exercícios da Oficina Tráfego de Ideias de escrita criativa (lembra dela?) tivemos uma conversa muito gostosa sobre… aprender. E daí pra gente falar sobre escola foi um pulo, afinal, a gente cresce repetindo (e, às vezes, acreditando) que lugar de aprender é na escola. Que estudar é um processo que acontece dentro de uma sala de aula, com uma pessoa passando conhecimento pra um monte de crianças, adolescentes ou adultos.

Mas será que só se aprende na escola? E será que a escola é o melhor lugar para se aprender? Muits alunos e pais de alunos (ou ex-alunos, como eu!) reclamam que as escolas preparam muito para passar no vestibular e no ENEM e pouco para a vida. São tantas regras e tantos “não pode” que a gente começa a sabotar a criatividade, e deixa de explorar formas estudar. Sério que a gente precisa se resumir a um currículo? Sério que a gente precisa de tantas regras pra se expressar? Sério que só tem uma forma de passar conhecimento? Eu acho que não.

E quais são as opções?

Na oficina, a professora Isa Lorena nos apresentou o conceito de desescolarização, ideia proposta pelo pesquisador austríaco Ivan Illich anos anos 1960 e que tem se tornado popular entre famílias que querem que seus filhos aprendam por outras vias. E essas vias podem ser viagens, laços com a comunidade, conversas com os mais velhos, atividades que exijam conhecimento prático e técnico, como a plantação de uma horta, por exemplo. Imagina quanta coisa de biologia se aprende dessa forma? (O conceito é muito interessante, e sugiro assistir essa série – em especial essa parte – para entender melhor!)

Outra ideia – essa mais difundida – é a educação domiciliar, ou homeschooling, onde os pais dão aula ou contratam tutores para ensinar os filhos o currículo acadêmico. Em todas as duas modalidades, o principal objetivo é respeitar o tempo de cada criança e sua individualidade, bem como a melhor forma de guardar o conhecimento adquirido. Quer saber mais? Clique aqui!

Em tempo: não quero pregar que todo mundo tire seus filhos da escola – até porque, no Brasil, é algo ilegal! A escola é  importante, sim, mas por que não podemos praticar a “desescolarização” de forma controlada? Testar outras formas de escrever, de ver a história por outros ângulos, estimular a prática de instrumentos musicais, entrar em contato com a natureza e com a arte… Segundo Illich, a capacidade de aprender é constante, só precisamos achar maneiras de nos estimular por conta própria!

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