Feijão de Corda

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Entrevista com a coolhunter Carol Althaller

 

Com a missão de sair por ai caçando tendências e antecipá-las para empresas de diversos segmentos, a carioca Carol Althaller, está sempre de olho no futuro e não poupa esforços e nem tempo, fica ligada 24 horas por dia, sete dias por semana, em tudo ao seu redor, desde a roupa ao comportamento, e até as conversas! Traz no seu currículo experiência no planejamento estratégico no Grupo Interpublic de Publicidade, seu atual trabalho. Além disso, já foi editora do WGSN para América do Sul e colaborou com empresas como Mindshare, Sense Worldwide, The Future Company e Future Laboratory.

Para falar de um mercado que tem ganhado cada vez mais espaço no Brasil, sobre tendências, como buscar inovação a partir da observação e porque nos importamos com o futuro e como decodificamos sinais, Carol vem a Salvador para ministrar o segundo módulo do curso Consumer Insights – Antropologia do Consumo, que acontece 10 de maio no Trapiche Pequeno, em Salvador. Mas antes do curso começar, confere um bate papo que tivemos com ela:

Feijão de Corda: Oi Carol, para começar, gostaríamos de saber o que você espera do curso e se você pode adiantar alguma coisa?
Carol Althaller: Espero que seja uma experiência inesquecível para os espectadores, que possamos dividir conhecimento e fazer uma troca boa, pensando inovação para os nossos negócios e achando soluções para as dificuldades do nosso trabalho diário. A aula é basicamente sobre abrir os olhos e estar atento a tudo e a todos. Como captar os sinais, organizá-los e decodificá-los, para então transformá-los em insights. É sobre empatia e aprender a ouvir o outro.

FC: O que fez com que você decidisse ser uma Cool Hunter e o que é preciso para entrar nessa área?
CA: Acho que ter essa anteninha ligada em tudo me fez buscar algo que me realizasse pessoal e profissionalmente. Eu não me sinto trabalhando em nenhum momento! Para ser uma Coolhunter é preciso acreditar na sua intuição e não ter preconceito para conhecer o novo, observar sem julgar.

FC: E como está o mercado para quem quer entrar nessa área e ser um Coolhunter também?
CA: Muitas empresas têm aberto vagas para profissionais de pesquisa. Estamos de olho no futuro o tempo todo, então, olhar adiante e antecipar tendências são fundamentais.

FC: Quais os mercados mais utilizam os serviços de Cool Hunter?
CA: A maioria das indústrias, seja a de moda, beleza, automobilística… As agências de publicidade e grandes grupos de tecnologia. Perceber o novo e trazer insights é muito válido e útil para todos os mercados.

FC: Ser um caçador de tendência é lidar com um enorme volume de informação diariamente, ter que estar atento a tudo. Parece uma loucura ter que processar tanta informação. Como você lida com isso?
CA: E é realmente uma loucura! Tento ser o mais organizada possível nas minhas análises, e com o tempo você acaba pegando o ritmo também.

FC: Você já passou por alguma situação constrangedora ou engraçada nas ruas enquanto fazia seu trabalho?
CA: Eu geralmente faço meu trabalho também nas horas de lazer, então meus amigos e familiares sempre estranham quando paro algo e começo a tirar fotos ou entrevistar pessoas!

FC: Em relação à moda, podemos dizer que antigamente o que estavam nas passarelas iam para as ruas, mas hoje em dia o que está nas ruas vão para as passarelas?
CA: Na verdade a moda sempre tirou inspiração das ruas. O que acontece atualmente é que esse tempo entre estar nas passarelas e ir pras ruas é muito menor. A moda está se reinventando, a passarela tem informações divulgadas quase que real time e a cadeia de produção de moda tem um tempo diminuído. Daqui a pouco vamos imprimir nossos produtos em casa, imagine que loucura?!

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