Feijão de Corda

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Entrevista com Fábio Maia: Para abrir a cabeça e deixar a criatividade sair

Com muito bom humor e mostrando toda a energia que pretende trazer para o curso Redação Publicitária, o redator, roteirista, DJ e produtor cultural, Fábio Maia, bateu um papo com a Feijão de Corda e começou dizendo o quanto está animado para curso que acontece no sábado (07). E Fábio avisa logo para não esperarem algo formal e metódico, o mais importante é abrir a cabeça para deixar as soluções mais criativas, mais diferentes saírem.

Além do curso, Fábio fala do mercado de trabalho para quem quer ser redator, o que uma pessoa precisa para ser um bom profissional na área, sobre o processo criativo e um pouco dos seus mais de 15 anos de experiência, que trazem na sua história atuações em empresas como Ogilvy Action/Geometry Global, seu atual trabalho, Casa de Criação, Tátil Design, Dia Comunicação e muitas outras. Confere nosso bate-papo:

Feijão de Corda: Está ansioso para o curso de Redação Publicitária? Como você acha que vai ser?

Fábio Maia: Eu estou animadíssimo! Vai ser minha primeira experiência fora do Rio, com troca de conhecimento. Ainda mais no formato que vai ser. Tomara que a galera esteja tão animada quanto eu. Por favor, não esperem nada muito formal ou metódico demais. A gente vai passar um dia inteiro juntos. Por isso, espero que a gente se divirta.

FC: O que você pretende abordar durante o curso?

FM: Acima de tudo, com este intensivão, eu espero que a gente troque muitas ideias. Espero que não seja nada muito unilateral, do tipo “eu falo, você me escuta”. O mais importante para mim é a gente abrir a cabeça para deixar as soluções mais criativas, mais diferentes saírem.

FC: Como está o mercado para quem quer ser redator?

FM: O mercado, para quem gosta de criar e escrever, está muito bom. Pois o que a gente entende como mercado não se limita às agências de propaganda. Conteúdo nunca esteve tão em evidência. Conteúdo para mídias sociais. Conteúdo audiovisual. Em tudo isso, o papel do redator é fundamental.

FC: O que uma pessoa precisa para ser um bom redator?

FM: Um bom redator é um bom observador da vida. E eu estou falando dessa vida comum, que acontece todos os dias do nosso lado: o papo com o porteiro, a conversa que a vovozinha puxada no banco do ônibus, a filosofia de mesa de bar. Eu sempre achei (e vou morrer achando) que a vida é a melhor inspiração para a propaganda. E não o contrário.

FC: Cada um carrega uma característica única sobre o processo criativo. Uns dizem que as melhores criações ocorrem na hora de dormir, outros gostam de lugares agitados. Como seria o ambiente para seu processo criativo perfeito? Como surge a maioria dos seus insights?

FM: Sempre que possível, eu gosto de estar em lugares onde a vida acontece. Praia… Bar… Mas não dá para ficar contando com a inspiração vir só em lugares inspiradores. Trabalhar com criação, publicitária ou não, é um trabalho como qualquer outro. Tem prazo. Tem pressão. Então, tem que ter ideia (e ideia legal), seja onde a gente estiver.

FC: Você seria capaz de dizer quanto conteúdo você consegue absorver em dia?

FM: Não. Mas acho que é bastante. Pois estão sempre me testando, cada vez mais, para ver quando começa a transbordar.

FC: Dá para citar um ou mais trabalhos que você criou e acha um máximo, aquele que sempre olhamos com orgulho?

FM: O Washington Olivetto diz que o melhor trabalho é sempre o próximo. Eu superconcordo. Mas, profissional de criação tem que ter portfólio, né? A gente sempre está tendo que mostrar o que anda fazendo de legal. Fazer o quê? Sendo assim, entre os mais recentes, tem dois que eu gosto de mostrar.
Este:

E este:

FD- Além de redator você é também roteirista, DJ e produtor cultural? Como você consegue conciliar tudo isso?

FM: Simples. É só não dormir. Dormir pra que, né?

FC: Nesses mais de 15 anos de experiência, o que você falaria para quem ainda está começando?

David Ogilvy costumava dizer para sermos “divine discontents”. Ou seja, seja um insatisfeito do bem. Saiba que você sempre pode fazer melhor. Tenha a certeza de que você pode caprichar mais, que a próxima ideia pode ser melhor. E quando você estiver satisfeito, aproveite. Pois, no dia seguinte, você vai ficar pensando “Putz, eu poderia ter feito melhor”.

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