Feijão de Corda

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Não tem mais vaga! Mas tem mais ‘esquente’…

Postado por em abr 15, 2016 em Cursos, Entrevistas | Sem comentários
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Temos duas notícias, uma boa e outra ruim! A ruim é que as inscrições para o Curso de Marketing Político – Pra Ficar Favorável já estão encerradas e não ficou uma vaguinha pra contar história. A boa é que a gente é tão legal, mas tão legal, que resolveu disponibilizar no site a segunda parte da mesa-redonda digital com Igor Caiê Dantas, Paulo Vitor Bispo, Fátima Silana e Ingrid Maria Machado, nossos queridos convidados do talk.
Não viu ou quer reler a primeira parte do debate? Clique aqui:
O tema é o mesmo: internet nas eleições de 2016. Qual é a tendência para as campanhas e o perfil do eleitor brasileiro?
Igor: Além do perfil do eleitor ter mudado nesses últimos dois anos, a minirreforma eleitoral muda consideravelmente o cenário em relação à campanha passada. O tempo da campanha passa de 90 para 45 dias. E a veiculação dos programas eleitorais tem calendário modificado de 45 para 35 dias. O maior impacto está na duração dos programas eleitorais em rádio e TV, que terá menos tempo.
Vale lembrar outro ponto positivo: desde já os candidatos podem se apresentar na redes como pré-candidatos, sem que isso configure propaganda eleitoral antecipada. Pode produzir conteúdo, convocar eleitorado para debate. Criar página, logo, site… Só não pode pedir voto, claro. A campanha já começou! E tem candidato (ou melhor, pré-candidato) que ainda não se ligou nisso…
A campanha de 2016 será transmídia e ninguém irá se surpreender quando o candidato convocar os eleitores para assistirem a continuação do seu programa online em sua página do Facebook, por exemplo. Isso já ocorreu de forma tímida em 2014, mas o marketing vai ter que se virar em dois.
Fátima: Dois bons exemplos são Aécio e Marina, candidatos à presidência na última eleição, em 2014. Eles souberam usar e abusar da redes sociais no período, ousaram muito e é isso que os internautas gostam. Nas redes sociais você consegue captar informações preciosas, focando no monitoramento. Com a captura de informações você consegue investigar o que os eleitores falam e pensam do produto-político.
Para isso existem várias estratégias, são muitos, muitos dados, e as ferramentas das redes sociais vão te ajudar a extrair essas informações. E vão ajudar, também, a desenvolver insights para a campanha. E, claro, é importante ressaltar que o engajamento com os consumidores-eleitores deve acontecer o tempo todo.
Paulo Vitor: Existe sempre uma linha mestra que comanda a estratégia de uma campanha, porém o conteúdo, mesmo seguindo essa linha, é diferente. Cada rede necessita de uma forma de interação diferente e complementar. Por exemplo, o uso do Instagram como canal de comunicação com muito texto não é a melhor campanha. As pessoas buscam no Instagram momentos registrados de forma visual, como bastidores etc. O uso dos vídeos fica ainda mais forte com essa mudança do Instagram com ampliação para 60 segundos, Snapchat, YouTube, além de conteúdos que viralizam através do Whatsapp.
Ingrid: E, com o monitoramento, conseguimos identificar um assunto que pode ser problema para o estado, e produzimos um conteúdo posicionando o estado e evitando que isso se torne de fato um problema. Usamos as redes para prever crises, principalmente quando o assunto é polêmico. Aí contornamos o tema com outro assunto que envolve a população. Aí, a polêmica passa batida.
Temos detratores (pessoas que ‘cornetam’ a página e conteúdo produzido por determinado político ou instituição), mas respondemos todos eles um por um. Nunca deixamos o comentário de um detrator sem resposta e criamos credibilidade em relação ao que entram na página pra falar e o que o governo responde. Nunca cogitamos fazer comunicado oficial, até porque a página é oficial, então tudo que escrevemos lá também é.

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