Feijão de Corda

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Tem esquente de marketing político!

Postado por em abr 11, 2016 em Cursos, Entrevistas | Sem comentários
Nosso time!

Nosso time: Ingrid, Fátima, Igor e Paulo Vitor

O curso de Marketing Político tá chegando e a gente resolveu dar uma prévia do que vem por aí. Por isso, reunimos Igor Caiê Amaral, Paulo Vitor Bispo, Ingrid Maria Machado e Fátima Silana, nossos quatro profissionais convidados, para um bate-papo rapidinho sobre o que cada um vai falar. Pra que a conversa fluísse tranquila e favoravelmente, selecionamos um tema e jogamos pra eles. Preparado? Então vumbora!

Tema: internet nas eleições de 2016. Qual é a tendência para as campanhas e o perfil do eleitor brasileiro? Valendo!

Igor: O brasileiro tem se interessado cada vez mais sobre política nas redes sociais, principalmente após as manifestações de 2013. O ‘neoeleitor’ não somente consome conteúdo, ele também é produtor de informação, seja através de uma simples postagem de texto e fotos ou através de conteúdo mais elaborados como: vídeos ao vivo, videologs ou na criação de memes e gifs. Temos um perfil de eleitor que, além de estar online, é comentarista, formador de opinião, participativo. Não é à toa que muito conteúdo veiculado na TV aberta foi gestado e difundido anteriormente na internet. Viralizou, vira notícia. E infelizmente, muito boato entra nesse barco…

Paulo Vitor: Independente do candidato usar ou não as redes sociais, as pessoas estarão lá falando dele de forma negativa ou positiva. Sendo assim, além de monitorar esse conteúdo produzido pelos eleitores, o candidato necessita produzir conteúdo apresentando suas bases de atuação para existir uma identificação e ampliar seu público. O crescimento de novas ferramentas/redes que usam vídeo facilitam e exigem esse “novo” candidato apresentar suas propostas e seu dia a dia cada vez mais. Uma tendência para 2016, comparado a 2014, será o maior uso de canais como youtube, para apresentar mais propostas e realmente ser uma extensão do programa de televisão, além de ações transmídia, que combinem ações entre youtube, facebook e whatsapp, por exemplo.

Igor: A campanha de 2016 será transmídia e ninguém irá se surpreender quando o candidato convocar os eleitores para assistirem a continuação do seu programa online em sua página do Facebook, por exemplo. Isso já ocorreu de forma tímida em 2014, mas o marketing vai ter que se virar em dois. Completamente. E para que a comunicação seja bem feita, eles precisam compreender o perfil e a linguagem da rede… A internet não é a nova televisão. O eleitor vai ver e ouvir seu candidato em casa, no buzú, no trabalho, no banheiro, enquanto cozinha… Serão infinitos dispositivos e tamanhos de tela.

Paulo Vitor: Esse eleitor busca respostas mais pessoais e o uso dessas ferramentas possibilitam o candidato falar diretamente com eles.

Fátima: Através das redes a gente consegue identificar militantes, opinião de eleitores, a geração de insights, influenciadores, detratores e embaixadores da marca – que é o político… Político é produto, e deve ser monitorado! O que acontece muito, também, é a gente monitorar os concorrentes e ver o que o público acha da campanha e do concorrente. Além disso, temos que ter atenção a possíveis crises nesse período de campanha eleitoral.

Ingrid: Para quem gerencia crises, como eu faço muito, as redes servem para identificarmos os assuntos polêmicos e os detratores. Assim, sabemos que assunto podemos entrar e que abordagem podemos seguir. Além disso, com o monitoramento, conseguimos identificar um assunto que pode ser problema para o estado, e produzimos um conteúdo posicionando o estado e evitando que isso se torne de fato um problema.

Gostou da nossa primeira mesa-redonda digital?  Pois ainda tem bastante coisa até o curso começar – neste sábado, dia 16 – e você pode acompanhar!



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